A Comissão Eleitoral Central de Israel decidiu, na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, barrar a participação da Lista Árabe Unida (Ra’am) e da coalizão Lista Conjunta nas eleições parlamentares marcadas para 27 de outubro. As decisões ainda serão analisadas pela Suprema Corte. ([jpost.com](https://www.jpost.com/israel-news/politics-and-diplomacy/article-909454?utm_source=openai))
A Lista Conjunta reúne os partidos Hadash, Ta’al e Balad. O órgão também desqualificou individualmente o deputado do Hadash Ofer Cassif e o presidente do Balad, Sami Abu Shehadeh. ([aa.com.tr](https://www.aa.com.tr/en/middle-east/israeli-election-authority-bars-united-arab-list-party-from-knesset-race/4066855?utm_source=openai))
As petições alegaram que as siglas negam a existência de Israel como Estado democrático e judaico, incitam o racismo ou apoiam a luta armada de grupos hostis. Os partidos e os candidatos rejeitaram as acusações.
Abu Shehadeh foi questionado por um artigo publicado após o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, no qual classificou o episódio como um evento histórico nos campos militar, político e estratégico. Ele afirmou posteriormente que se arrependia do texto e que pretendia interromper a escalada militar.
Os pedidos de desqualificação foram apresentados por partidos da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incluindo o Poder Judaico, liderado pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir. A comissão rejeitou petições contra partidos de extrema direita que integram o governo.
A organização Adalah, que presta assistência jurídica a palestinos em Israel, classificou o procedimento como politicamente motivado, arbitrário e racista. A entidade afirmou que recorrerá à Justiça, enquanto a expectativa é de que a Suprema Corte examine e possa reverter as decisões.
A exclusão das listas árabes pode influenciar a formação do próximo governo, caso seja mantida. As eleições definirão os 120 assentos do Parlamento israelense, e a votação está prevista para 27 de outubro de 2026.
Fonte: O Globo