A China criticou neste sábado (26) ações atribuídas aos Estados Unidos no cenário internacional durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O vice-presidente chinês, Han Zheng, fez as críticas sem citar diretamente o governo americano.
Um dia antes, o líder chinês, Xi Jinping, havia encerrado uma visita oficial de três dias aos Estados Unidos. No plenário da ONU, Zheng reafirmou a defesa de Pequim ao multilateralismo e às relações internacionais baseadas em regras.
Ao abordar conflitos em andamento, o vice-presidente afirmou que a soberania e a segurança dos países do Oriente Médio, incluindo os do Golfo, devem ser respeitadas. Ele também não mencionou diretamente os Estados Unidos ou Israel, assim como evitou citar a Rússia ao falar sobre a guerra na Ucrânia.
Zheng ainda pediu o fim das ações hostis contra Cuba e a suspensão do bloqueio e das sanções aplicados à ilha, sem mencionar os Estados Unidos. Segundo o vice-presidente, o país responsável deveria interromper o uso da ameaça da força contra Cuba.
Ao defender o financiamento de países em desenvolvimento pelas nações mais ricas, o representante chinês criticou o protecionismo adotado por algumas nações. Sem citar o governo de Donald Trump, Zheng afirmou que barreiras comerciais e interrupções nas cadeias de suprimentos prejudicam os interesses de todos os países.
Fonte: O Globo