A China criticou o protecionismo, as ameaças à soberania de países e as ações hostis contra Cuba durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em 26 de setembro de 2026. O vice-presidente chinês, Han Zheng, fez as declarações sem citar diretamente os Estados Unidos.
Um dia antes, o líder chinês Xi Jinping havia encerrado uma visita oficial de três dias aos EUA. No plenário da ONU, Zheng reafirmou a defesa de Pequim ao multilateralismo e às relações internacionais baseadas em regras.
Ao abordar os conflitos no Oriente Médio, o vice-presidente afirmou que a soberania e a segurança dos países da região, incluindo os do Golfo, devem ser respeitadas. Ele também evitou citar nominalmente os EUA e Israel, assim como não mencionou a Rússia ao tratar da guerra na Ucrânia.
Sobre Cuba, Zheng pediu o fim das ações hostis contra a ilha e a suspensão do bloqueio e das sanções. A declaração foi feita sem identificar diretamente os Estados Unidos como responsáveis pelas medidas mencionadas.
O representante chinês também criticou o protecionismo adotado, segundo ele, por algumas nações. Sem citar Washington, afirmou que barreiras comerciais e interrupções nas cadeias de suprimentos prejudicam os interesses de todas as partes.
Fonte: O Globo