O álbum inédito “Na Correnteza”, de Paulo André Barata, foi lançado em Belém após permanecer cerca de quatro décadas guardado em uma fita cassete. O trabalho reúne dez faixas e está disponível em plataformas digitais e em CD pelo selo Na Music.
Gravado no fim dos anos 1980, o disco foi produzido originalmente pelo jornalista Tito Barata, irmão do compositor, mas não chegou a ser prensado por falta de investimento das gravadoras. A fita master acabou extraviada, e uma cópia foi preservada pelo jornalista Edgar Proença, amigo de Paulo André.
O material passou por limpeza, digitalização e remasterização antes de ser disponibilizado ao público. O processo foi realizado em Belém e no Rio de Janeiro, com a participação do artista Léo Bitar, do produtor musical Ziza Padilha e do remasterizador Artur Luna.
Entre as dez músicas estão parcerias de Paulo André com Ruy Barata, Alfredo Oliveira, João de Jesus Paes Loureiro e Edyr Proença. O repertório inclui a primeira versão de “Porto Caribe”, conhecida posteriormente pela expressão “Eu sou de um país que se chama Pará”, além da faixa “Izabela”, composta em homenagem à sobrinha de Edgar Proença.
O lançamento integra as homenagens ao artista, que morreu em 25 de setembro de 2023, aos 77 anos. Na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, data em que completaria 80 anos, um show tributo será realizado às 20h30, no Teatro Margarida Schivasappa, em Belém, com 20 intérpretes se revezando no palco.
Nascido em Belém, Paulo André Barata teve a carreira marcada por canções ligadas à identidade cultural amazônica. Suas composições “Pauapixuna”, “Foi Assim” e “Este Rio é Minha Rua” ficaram conhecidas em interpretações de Fafá de Belém.
Fonte: g1 Pará