Brasileiros que desejam ser doadores de órgãos podem registrar essa vontade por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) ou incluí-la na versão digital da Carteira Nacional de Identidade (CIN). As alternativas ajudam a informar a família e as equipes de saúde sobre a decisão.
A AEDO é emitida gratuitamente pelo site aedo.org.br ou pelo aplicativo e-Notariado. O interessado precisa acessar o sistema com certificado digital notarizado ou ICP-Brasil, preencher o formulário, selecionar os órgãos que deseja doar e escolher um cartório. Depois, o tabelião realiza uma videoconferência para confirmar a identidade e a manifestação de vontade. O documento fica disponível para consulta dos profissionais credenciados pelo CPF do doador. ([aedo.org.br](https://www.aedo.org.br/?utm_source=openai))
Mesmo com o registro eletrônico, a família deve ser informada sobre o desejo do doador. No Brasil, a autorização familiar continua sendo necessária para a retirada de órgãos após a morte. Por isso, as equipes de transplantes recomendam que a decisão seja comunicada previamente aos parentes. ([gov.br](https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/chc-ufpr/saude/doe-vida/doacao-de-orgaos?utm_source=openai))
Outra possibilidade é declarar a disposição de doar órgãos ao solicitar a nova Carteira Nacional de Identidade. A informação pode ser incluída na versão digital da CIN, junto a outros dados de saúde, como tipo sanguíneo e fator Rh. ([gov.br](https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/identificacao-do-cidadao-e-carteira-de-identidade-nacional/perguntas-frequentes-sobre-a-cin/posso-incluir-alguma-informacao-sobre?utm_source=openai))
A indicação na carteira de identidade antiga continua válida até 2032, segundo as informações divulgadas na reportagem. Quem não possui o registro e deseja incluí-lo pode solicitar uma nova CIN, conforme os procedimentos do órgão de identificação do estado.
O tema ganhou destaque no Ceará com a campanha Doe de Coração 2026, promovida pela Fundação Edson Queiroz. A iniciativa realiza ações de conscientização em shoppings e na Universidade de Fortaleza, além de orientar a população sobre o processo de doação e esclarecer dúvidas sobre morte encefálica, cirurgia e preservação do corpo.
Segundo o Sistema Nacional de Transplantes, a doação pode beneficiar pessoas que aguardam órgãos como rins, fígado, coração, pulmões e pâncreas, além de tecidos. A distribuição é organizada pelo sistema público de transplantes, com critérios técnicos e logísticos definidos para cada tipo de órgão. ([gov.br](https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/snt/processo-de-doacao-e-transplantes?utm_source=openai))
Fonte: g1