O presidente da China, Xi Jinping, defendeu a cooperação com os Estados Unidos no desenvolvimento e na regulação da inteligência artificial durante um jantar de Estado realizado na noite de quinta-feira (24), em Washington, com a presença de líderes do setor de tecnologia.
Após reunião bilateral com o presidente Donald Trump, Xi afirmou que os dois países têm responsabilidade de garantir que a IA permaneça sob controle humano e seja usada em benefício da população.
"Embora haja concorrência, há um potencial ainda maior para a cooperação", disse o líder chinês, segundo a agência estatal Xinhua. Xi também propôs que os dois governos mantenham o diálogo sobre riscos e benefícios da tecnologia e trabalhem para evitar seu uso mal-intencionado.
Trump declarou que as decisões tomadas pelos dois países sobre inteligência artificial podem promover a paz e a prosperidade por décadas. Antes do encontro, porém, o presidente americano havia afirmado que queria manter a IA "exatamente onde ela está", sinalizando oposição a novas salvaguardas para o setor.
A tensão entre cooperação e concorrência também apareceu em discussões na Organização das Nações Unidas. Executivos da OpenAI e da Anthropic defenderam padrões globais de segurança para a IA, enquanto o representante da Casa Branca Michael Kratsios rejeitou a criação de estruturas internacionais de governança.
O jantar reuniu executivos como Sam Altman, da OpenAI; Jensen Huang, da Nvidia; Tim Cook, presidente do conselho da Apple; Mark Zuckerberg, da Meta; Lisa Su, da AMD; Jeff Bezos, da Amazon; Sundar Pichai, do Google; e Elon Musk. Também participaram representantes do setor financeiro, entre eles Jane Fraser, do Citigroup, e Jamie Dimon, do JPMorgan Chase.
Não havia empresários chineses entre os convidados. Mais cedo, Xi afirmou que a China mantém as portas abertas para empresas americanas e pediu tratamento justo para companhias chinesas nos Estados Unidos.
Durante o discurso, o presidente chinês citou episódios de cooperação entre os dois países ao longo da história e mencionou a visita de Richard Nixon a Mao Tsé-Tung, em 1972. "Como um rio que nunca deixa de fluir, a História nunca para", afirmou Xi ao defender a cooperação futura.
Fonte: O Globo