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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

William Correia vira réu por assédio sexual contra atleta paralímpica

William Correia é réu em São Paulo por acusação de assédio sexual contra uma atleta paralímpica de 16 anos em 2021.

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William Correia da Silva Junior, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como líder do grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária”, tornou-se réu em São Paulo por uma acusação de assédio sexual contra uma atleta paralímpica em 2021. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a vítima tinha 16 anos à época, enquanto Correia tinha 34.

De acordo com a denúncia, Correia acompanhava a delegação do Rio de Janeiro em uma competição escolar interestadual como integrante da equipe de apoio. A acusação afirma que ele fez comentários inadequados, enviou mensagens convidando a adolescente para seu quarto de hotel e entrou no local onde ela estava com outra menor de idade.

O caso foi inicialmente registrado no Rio de Janeiro, mas a investigação foi transferida para São Paulo porque os fatos teriam ocorrido na capital paulista. A Polícia Civil de São Paulo indiciou Correia por assédio sexual continuado, e a Justiça aceitou a denúncia em maio de 2026.

A defesa pediu a rejeição da denúncia e a absolvição sumária, alegando que a acusação seria genérica e não demonstraria constrangimento, ameaça, chantagem ou intenção específica de obter vantagem sexual. A Justiça manteve o recebimento da denúncia em julho.

Após faltar a uma audiência em agosto, sob alegação de problemas de saúde, Correia prestou depoimento em 22 de setembro, segundo o Ministério Público paulista. As partes apresentaram suas alegações finais, e o processo, que tramita em segredo de Justiça, aguarda a sentença.

A defesa informou que só se manifestará após a decisão judicial. Correia não foi condenado e deve ser tratado como réu até o julgamento definitivo.

O Ministério Público do Rio também relaciona Correia à criação e liderança da AGVC, grupo que afirma atuar com vigilância comunitária em bairros da Zona Sul. Reportagens anteriores descrevem a organização como uma mobilização de moradores que realiza rondas e divulga denúncias de crimes em Copacabana e áreas próximas. ([williamcorreia.com.br](https://williamcorreia.com.br/?utm_source=openai))

Fonte: g1

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