A urna eletrônica completa 30 anos em 2026, após transformar o processo de votação e apuração no Brasil desde sua primeira utilização, nas eleições municipais de 1996. O equipamento começou sendo usado em 57 municípios, incluindo as capitais dos estados e cidades com mais de 200 mil eleitores, alcançando cerca de um terço do eleitorado. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2025/Janeiro/conheca-a-evolucao-da-urna-eletronica-de-1996-a-2024))
A mudança, porém, começou antes da primeira urna eletrônica. Em 1985, a Justiça Eleitoral criou um cadastro nacional de eleitores; em 1994, informatizou a totalização dos votos; e, em 1995, iniciou o desenvolvimento do protótipo do equipamento por meio de uma comissão formada por juristas e técnicos. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2025/Janeiro/conheca-a-evolucao-da-urna-eletronica-de-1996-a-2024))
O projeto contou com a participação de especialistas da Justiça Eleitoral, das Forças Armadas, do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério das Comunicações. Inicialmente chamado de Coletor Eletrônico de Votos, o sistema foi concebido para reduzir etapas manuais, agilizar a apuração e ampliar o controle sobre o processo eleitoral. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2025/Janeiro/conheca-a-evolucao-da-urna-eletronica-de-1996-a-2024))
A expansão ocorreu de forma gradual. Em 1998, a votação eletrônica alcançou 537 municípios e cerca de 60% do eleitorado; nas eleições municipais de 2000, todos os municípios brasileiros passaram a utilizar urnas eletrônicas. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/o-tse/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-6-ano-2/a-evolucao-da-urna-eletronica?utm_source=openai))
Ao longo das décadas, os equipamentos receberam recursos de acessibilidade, identificação biométrica, registros digitais, criptografia, mecanismos de auditoria e melhorias de desempenho. Entre as ferramentas disponíveis estão teclado com sinalização em Braile, saída de áudio, sintetizador de voz e intérprete de Libras na tela. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Julho/30-anos-da-urna-eletronica-uma-revolucao-que-acabou-com-as-fraudes-e-modernizou-as-eleicoes-brasileiras-2))
O Tribunal Superior Eleitoral também ampliou os mecanismos de fiscalização. O sistema passa por testes públicos de segurança, assinatura digital dos programas, lacração dos sistemas e publicação de arquivos eleitorais, como os Boletins de Urna, além da fiscalização por partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal e outras entidades autorizadas. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Julho/30-anos-da-urna-eletronica-uma-revolucao-que-acabou-com-as-fraudes-e-modernizou-as-eleicoes-brasileiras-2))
Segundo o TSE, não houve comprovação de fraude capaz de alterar resultados eleitorais produzidos pelas urnas eletrônicas durante as três décadas de uso. A corte afirma ainda que a evolução tecnológica continua, com atualizações de hardware, software, segurança e acessibilidade para as eleições de 2026. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Julho/30-anos-da-urna-eletronica-uma-revolucao-que-acabou-com-as-fraudes-e-modernizou-as-eleicoes-brasileiras-2))
Fonte: Conecta Piauí