A urna eletrônica completa 30 anos em 2026, às vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais, marcado para 4 de outubro. Criado pela Justiça Eleitoral, o sistema começou a ser usado em 1996 e alcançou inicialmente 57 municípios, incluindo as capitais dos estados e cidades com mais de 200 mil eleitores.
A modernização, porém, começou antes da primeira urna. Na década de 1980, a Justiça Eleitoral iniciou a informatização do cadastro de eleitores. Em 1994, a totalização dos votos passou a ser feita por computador e, em 1995, uma comissão de juristas e técnicos desenvolveu o protótipo do equipamento.
Nas eleições municipais de 1996, cerca de um terço do eleitorado votou eletronicamente. A cobertura foi ampliada em 1998 e chegou a 100% do eleitorado brasileiro nas eleições municipais de 2000.
Ao longo das décadas, os equipamentos receberam novos processadores, sistemas de armazenamento, mecanismos criptográficos, telas atualizadas e baterias mais duráveis. Também foram incorporados recursos de acessibilidade, como teclado com identificação em braile, saída de áudio, sintetizador de voz e intérprete de Libras.
A biometria começou a ser implantada progressivamente em 2008. Para as eleições de 2026, 141,3 milhões de eleitoras e eleitores têm cadastro biométrico, o equivalente a 89,01% do eleitorado apto a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
A segurança do sistema também passou a contar com testes públicos, inspeção dos códigos-fonte, auditorias e mecanismos de fiscalização antes, durante e depois da votação. O Teste Público de Segurança é realizado pelo TSE desde 2009 e busca identificar possíveis vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.
Fonte: Conecta Piauí