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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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ELEIÇÕES

Urna eletrônica completa 30 anos após transformar eleições brasileiras

Urna eletrônica completa 30 anos em 2026, após ampliar a rapidez, a segurança e a informatização das eleições brasileiras.

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A urna eletrônica completa 30 anos em 2026, desde a primeira votação realizada em 3 de outubro de 1996 pela Justiça Eleitoral em 57 municípios brasileiros, incluindo todas as capitais — com exceção de Brasília — e cidades com mais de 200 mil eleitores.

A mudança, porém, começou antes da estreia do equipamento. Em 1985, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um cadastro eleitoral único. Em 1994, a totalização dos votos foi informatizada e, no ano seguinte, uma comissão de juristas e técnicos iniciou o desenvolvimento do protótipo da urna, então chamado de Coletor Eletrônico de Votos.

Nas eleições de 1996, cerca de 32 milhões de eleitores, aproximadamente um terço do eleitorado da época, votaram eletronicamente. O primeiro modelo, denominado UE96, tinha teclado numérico semelhante ao de telefone, recursos táteis para pessoas com deficiência visual e armazenamento em disquetes.

A expansão ocorreu de forma gradual. Em 1998, a votação eletrônica alcançou 537 municípios e cerca de dois terços dos eleitores. Nas eleições municipais de 2000, o sistema passou a ser utilizado em todos os municípios brasileiros.

Ao longo das décadas, a Justiça Eleitoral incorporou novos recursos de segurança, auditoria, identificação biométrica e acessibilidade. Entre as mudanças estão o Registro Digital do Voto, a assinatura digital dos sistemas, os testes públicos de segurança, a leitura biométrica, a saída de áudio, o sintetizador de voz e, mais recentemente, a interpretação em Libras na tela da urna.

Até as eleições municipais de 2024, 14 modelos de urnas haviam sido utilizados. O modelo UE2022, fabricado a partir de 2023, é a versão mais recente apresentada pelo TSE e mantém características técnicas da geração UE2020, com melhorias no processamento, na interação com mesários e na segurança.

Segundo o TSE, a informatização reduziu o tempo de apuração e eliminou vulnerabilidades associadas à votação e à contagem manuais. O sistema também passou a ser submetido a mecanismos de fiscalização e auditoria por partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, Congresso Nacional e entidades da sociedade civil.

Fonte: Conecta Piauí

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