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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Trump alerta Xi contra ajuda chinesa ao Irã durante visita a Washington

Trump alerta Xi de que qualquer ajuda chinesa ao Irã, inclusive militar ou de inteligência, será considerada inaceitável pelos Estados Unidos.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o líder chinês, Xi Jinping, durante reunião em Washington na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, que qualquer apoio da China ao Irã seria considerado inaceitável, segundo declaração do embaixador americano na China à CNBC.

O aviso envolveu possíveis transferências diretas ou indiretas de inteligência, peças e equipamentos militares. Apesar da cobrança, o governo Trump manteve tom conciliatório durante a visita, marcada por gestos de aproximação e pela tentativa de preservar a relação com Pequim.

A China é a principal compradora do petróleo iraniano e mantém relações comerciais com Teerã apesar das sanções americanas. Segundo dados da consultoria Kpler citados na reportagem, as exportações iranianas para o país asiático caíram de 1,57 milhão de barris por dia em fevereiro para pouco mais de 500 mil em agosto, em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

Documentos da alfândega iraniana citados pelo Wall Street Journal indicam ainda o envio de mais de 1,3 mil cargas chinesas classificadas como de uso duplo, civil e militar. A lista incluiria componentes eletrônicos, motores, peças de aeronaves, equipamentos de navegação e produtos químicos usados na fabricação de combustíveis para mísseis.

Informações de inteligência dos Estados Unidos também apontam, segundo a CNN, que grupos chineses teriam fornecido ao Irã dados obtidos por satélite para melhorar a precisão de ataques contra forças americanas no Oriente Médio. Pequim rejeita as acusações e afirma que cumpre suas obrigações internacionais e se opõe ao uso do conflito para difamar o país.

A visita de Xi terminou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, sem crise pública entre os dois governos. Após um encontro para chá na Casa Branca, Trump afirmou que os dois países haviam feito grandes progressos, mas os líderes não responderam a perguntas sobre o Irã e o Estreito de Ormuz.

Fonte: O Globo

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