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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

PT orienta Lula a evitar ataques a Raquel Lyra em agenda em Pernambuco

Aliados de Lula orientam o presidente a evitar ataques a Raquel Lyra durante agenda em Pernambuco e aconselham Janja a não discursar.

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Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articulam uma operação para evitar ataques à governadora Raquel Lyra (PSD) durante a agenda do petista em Pernambuco nesta sexta-feira, 25 de setembro. A primeira-dama Janja da Silva foi aconselhada a não discursar para não abordar o episódio envolvendo uma mulher e uma possível laqueadura.

A presença de integrantes da coordenação da campanha foi reforçada para orientar Lula a não fazer críticas à governadora no palanque ao lado de João Campos (PSB), candidato ao governo estadual. A avaliação da cúpula petista é que Raquel não deve ser empurrada para o campo político de Flávio Bolsonaro (PL).

A disputa em Pernambuco é considerada acirrada. Pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro mostrou Raquel Lyra com 48% das intenções de voto, contra 44% de João Campos, em cenário de empate técnico.

Os dois candidatos têm trocado ataques durante a campanha. Segundo aliados, Lula deve concentrar sua participação em elogios a Campos, sem criticar a governadora, que não declarou apoio na disputa presidencial e tem feito gestos ao presidente.

A preocupação com um eventual discurso de Janja está relacionada a um vídeo gravado em maio de 2025, durante a inauguração de uma unidade de terapia intensiva em Garanhuns. Nas imagens, que vieram a público em 20 de setembro de 2026, Raquel sugere a realização de uma laqueadura em uma mulher sem que ela soubesse previamente do procedimento.

João Campos usou o episódio para criticar a governadora, que se desculpou pela declaração. Lula aceitou participar da agenda após insistência do ex-prefeito do Recife, que também preside o PSB.

Aliados do presidente afirmam que a visita busca evitar que Campos atribua a Lula uma eventual derrota. A avaliação é que a eleição em Pernambuco deve ser decidida no segundo turno. O PSB é um dos principais aliados do PT e indicou Geraldo Alckmin para a vice-presidência na chapa de Lula.

A visita também foi vista por aliados de Campos como uma derrota para o ex-ministro Rui Costa, considerado próximo da governadora e defensor de um palanque duplo para Lula no estado.

Uma operação semelhante foi montada para a passagem de Lula por Alagoas, em 24 de setembro. Interlocutores fizeram contato com Arthur Lira (PP-AL) para informar que não haveria ataques contra ele durante a visita e que o ex-presidente da Câmara não seria tratado como adversário político.

Lula foi a Alagoas após pedidos dos senadores Renan Calheiros (MDB) e Renan Filho (MDB), que disputam, respectivamente, a reeleição e o governo estadual. Petistas avaliam que é necessário evitar conflitos com lideranças de partidos de centro após uma declaração do presidente no Piauí, interpretada como uma indireta a Ciro Nogueira (PP).

Fonte: O Globo

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