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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Prisão de namorado de Isabelle Caracristi é baseada em suspeitas de violência psicológica e indução ao suicídio

João Munhoz está preso por suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio; investigação ainda não resultou em condenação.

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João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, está preso preventivamente desde 22 de setembro, em Fortaleza, sob suspeita de violência psicológica e de induzir, instigar ou auxiliar o suicídio da estudante. A prisão não representa condenação, e a investigação ainda está em andamento. ([agenciabrasil.ebc.com.br](https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-09/policia-do-ceara-prende-joao-munhoz-namorado-de-isabelle-caracristi?utm_source=openai))

Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta em 13 de setembro, no condomínio onde morava, no bairro Aldeota. Segundo a Polícia Civil e a Perícia Forense do Ceará, imagens e laudos indicam que ela caiu voluntariamente do rooftop do prédio; os exames não apontaram sinais de luta ou violência física e tiveram resultado negativo para drogas ou medicamentos. ([cnnbrasil.com.br](https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/nordeste/ce/jovem-encontrada-morta-no-ce-pericia-descarta-sinais-de-violencia-ou-luta/?utm_source=openai))

A apuração, no entanto, busca esclarecer se o comportamento de João contribuiu para a decisão da jovem. A polícia afirma ter reunido depoimentos e mensagens que apontariam controle sobre a rotina de Isabelle, restrições à convivência com familiares e amigos e agravamento de seu sofrimento emocional. Essas informações ainda são tratadas como elementos de investigação, não como fatos definitivamente comprovados pela Justiça. ([noticias.uol.com.br](https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/24/exoneracao-mae-investigado-caso-isabelle-caracristi.ghtm?utm_source=openai))

O artigo 122 do Código Penal criminaliza induzir ou instigar alguém a cometer suicídio, além de prestar auxílio material para a prática. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de dois a seis anos de reclusão; a legislação também prevê aumento de pena em situações específicas, como o uso de redes sociais ou a vulnerabilidade da vítima. ([planalto.gov.br](https://planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm?utm_source=openai))

Para sustentar uma acusação, investigadores e Ministério Público precisam demonstrar, por provas documentais, perícias ou testemunhos, uma relação entre a conduta do suspeito e a decisão da vítima. A existência de um suicídio, por si só, não comprova o crime de induzimento ou instigação.

A Polícia Civil ainda analisa celulares, outros dispositivos eletrônicos, imagens de segurança e depoimentos. João permanece investigado e poderá apresentar sua defesa durante o andamento do inquérito e de eventual processo judicial. ([opovo.com.br](https://www.opovo.com.br/noticias/seguranca-publica/2026/09/22/celular-de-namorado-de-isabelle-e-apreedido-e-passa-por-analise.html?utm_source=openai))

Fonte: G1

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