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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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SEGURANÇA

Polícia investiga se namorado induziu Isabelle Caracristi ao suicídio

Polícia investiga se o namorado de Isabelle Caracristi a induziu ao suicídio; ele está preso preventivamente e nega as suspeitas.

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A Polícia Civil do Ceará investiga se João Munhoz Neto, de 34 anos, induziu ou instigou a estudante Isabelle Caracristi, de 22, a tirar a própria vida em 13 de setembro, em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. O namorado está preso preventivamente desde 22 de setembro, e a Justiça manteve a prisão após audiência de custódia.

Segundo a investigação, depoimentos indicam que Munhoz mantinha um comportamento controlador, restringia a liberdade da jovem e interferia em sua rotina. A polícia também apura suspeitas de violência psicológica e afirma que o relacionamento apresentava características abusivas.

A perícia apontou que Isabelle morreu em decorrência de politraumatismos provocados pela queda do rooftop do edifício. Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse, e a análise do apartamento, do terraço e do local onde o corpo caiu não encontrou sinais de briga, segundo informações divulgadas pela Perícia Forense e pela Polícia Civil.

Imagens de câmeras mostram Isabelle entrando no condomínio, utilizando o elevador sozinha e seguindo para o rooftop. Mais de 700 vídeos são analisados pelos investigadores, que também examinam celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos apreendidos durante a apuração.

João prestou depoimento antes da prisão e voltou a ser ouvido após ser detido. A polícia afirmou que ele teve uma postura considerada não colaborativa depois da morte, teria buscado o celular da estudante, proibido a entrada de familiares no imóvel e deixado o apartamento, que posteriormente teria sido colocado à venda.

A defesa nega que João tenha induzido Isabelle ao suicídio ou praticado violência psicológica. A advogada Lígia Peixe afirma que não há elementos suficientes para justificar a prisão preventiva e informou, em 24 de setembro, que apresentou pedido de habeas corpus.

A investigação continua sob responsabilidade de equipes da Polícia Civil, com novas oitivas, análise de imagens e conclusão de laudos periciais. A corporação afirma que outras linhas de investigação ainda não foram totalmente descartadas.

Fonte: g1

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