O papa Leão XIV iniciou nesta sexta-feira (25) uma visita de quatro dias à França com um alerta sobre os riscos do avanço da inteligência artificial. Em discurso no Palácio do Eliseu, em Paris, ele defendeu educação para o discernimento ético e advertiu contra um futuro dominado por máquinas. ([vatican.va](https://www.vatican.va/content/leo-xiv/en/travels/2026/documents/francia-25-28settembre2026.html?utm_source=openai))
O pontífice afirmou que o desenvolvimento tecnológico não deve ser separado da responsabilidade humana. A inteligência artificial é um dos principais temas de seu pontificado e também aparece na encíclica Magnifica humanitas, publicada em maio de 2026, na qual Leão XIV defende que a tecnologia seja orientada pelo bem comum e pela proteção da dignidade humana. ([vatican.va](https://www.vatican.va/content/leo-xiv/en/speeches/2026/may/documents/20260525-presentazione-enciclica.html?utm_source=openai))
Durante a viagem, Leão XIV também tratará de temas relacionados à defesa da vida e às mudanças recentes na legislação francesa. A Assembleia Nacional aprovou em 15 de julho um projeto que estabelece o direito à ajuda para morrer, embora o texto ainda dependesse de etapas institucionais para entrar em vigor. ([senat.fr](https://www.senat.fr/travaux-parlementaires/textes-legislatifs/la-loi-en-clair/proposition-de-loi-relative-au-droit-a-laide-a-mourir.html?utm_source=openai))
A agenda do papa inclui passagens por Paris, Lourdes e Metz. Em Paris, ele participa de uma celebração na Catedral de Notre-Dame e de uma vigília com jovens no Stade de France; em Lourdes, está previsto um encontro privado com sete sobreviventes de abusos sexuais cometidos por integrantes da Igreja. ([vatican.va](https://www.vatican.va/content/leo-xiv/en/travels/2026/documents/francia-25-28settembre2026.html))
A visita ocorre cinco anos após a divulgação do relatório da Comissão Independente sobre Abusos Sexuais na Igreja, que estimou cerca de 330 mil vítimas de abusos cometidos por clérigos, religiosos e leigos ligados à instituição na França desde 1950. ([ciase.fr](https://www.ciase.fr/rapport-final/?utm_source=openai))
Fonte: g1