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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Namorado de Isabelle Caracristi é preso preventivamente por suspeita de indução ao suicídio

João Munhoz Neto foi preso preventivamente e é investigado por suspeita de induzir Isabelle Caracristi ao suicídio e praticar violência psicológica.

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João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso preventivamente em 22 de setembro, em Fortaleza, sob investigação por suspeita de induzir a namorada, Isabelle Caracristi, de 22 anos, ao suicídio e por violência psicológica contra a mulher. Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, após cair do condomínio onde morava no bairro Aldeota.

A prisão não representa condenação. João é investigado, e a Polícia Civil do Ceará ainda reúne provas sobre as circunstâncias da morte. A defesa afirma que ele não estava no condomínio no momento do ocorrido e nega envolvimento no óbito.

O artigo 122 do Código Penal prevê punição para quem induz ou instiga outra pessoa a se suicidar ou presta auxílio material para a prática. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de dois a seis anos de reclusão, podendo ser aumentada em situações específicas, como motivo torpe, vítima com capacidade de resistência reduzida ou uso de redes sociais e meios digitais.

Segundo especialistas ouvidos na investigação, não basta demonstrar que havia um relacionamento difícil ou conflitos entre o casal. Para caracterizar o crime, é necessário comprovar uma conduta direcionada a convencer, pressionar ou facilitar a decisão da vítima, por meio de elementos como mensagens, registros telefônicos, depoimentos e outros documentos.

A Polícia Civil informou que apura também relatos de controle sobre a rotina de Isabelle e de restrições à liberdade dela. Celulares, dispositivos eletrônicos, imagens de câmeras e laudos periciais estão sendo analisados, enquanto novas testemunhas são ouvidas.

A investigação é conduzida por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Até 22 de setembro, oito pessoas haviam prestado depoimento, segundo informações divulgadas pela polícia.

Fonte: G1

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