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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Ginecologista de 82 anos é indiciado por estupro de paciente em São Paulo

Ginecologista de 82 anos é indiciado por estupro após paciente relatar abusos durante consultas em São Paulo.

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O ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, foi indiciado por estupro após uma paciente de 27 anos relatar abusos durante consultas em um consultório particular no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública confirmou o indiciamento e informou que as investigações continuam.

O inquérito foi instaurado no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra. Segundo a denunciante, os atendimentos ocorreram entre 2014 e 2022, quando ela tinha de 16 a 24 anos, e incluíram exames que considerava inadequados, registros fotográficos íntimos e a exibição de vídeos pornográficos.

Em um dos relatos, a paciente afirma que o médico sugou seus seios sob a justificativa de verificar possíveis secreções. Ela também declarou que foi fotografada nua no consultório depois que o ginecologista apresentou as imagens como parte de um suposto trabalho de conscientização sobre o câncer de mama.

A relação entre a paciente, sua mãe e o médico era antiga. De acordo com o relato, Trojan havia realizado o parto dela, atendia a mãe da jovem sem cobrar consultas e era considerado uma pessoa de confiança da família.

A paciente afirma que só compreendeu a natureza abusiva das situações após iniciar tratamento psicológico. Ela relatou crises de ansiedade e informou que precisou ser internada em 2024; um atestado médico citado na investigação registra quadro de ansiedade aguda com sintomas somáticos e impacto nas atividades cotidianas.

Em depoimento à polícia, Trojan negou as acusações e afirmou que nunca praticou atos de conotação sexual durante os atendimentos. O médico confirmou ter realizado um exame retal, mas disse que o procedimento ocorreu uma única vez, com luvas e por suspeita de endometriose; também negou ter exibido pornografia e afirmou que as fotografias foram feitas com autorização, para uma campanha de prevenção ao câncer de mama.

O advogado Alessandro Fischer Martins Silveira declarou que a defesa confia na demonstração da inocência do médico durante a investigação. A defesa ressaltou que o inquérito tramita sob sigilo, que a Justiça ainda não recebeu denúncia e que deve ser respeitada a presunção de inocência.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo abriu uma sindicância para apurar a conduta profissional de Trojan. O procedimento corre sob sigilo, e a SSP informou que as diligências policiais seguem para esclarecer os fatos.

Fonte: g1

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