O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O afastamento havia sido determinado pelo ministro André Mendonça em 8 de setembro. A decisão também ordenou que a Corregedoria da PF apurasse a conduta de Rodrigues em procedimentos penais e administrativo-disciplinares.
No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo, em resposta a um pedido apresentado pelo diretor no âmbito da investigação sobre o suposto desvio de emendas parlamentares para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República, é investigado em um dos inquéritos que apuram o financiamento da cinebiografia.
Na mesma data da decisão de Dino, Fachin suspendeu as medidas relacionadas ao afastamento e manteve Rodrigues no cargo.
A decisão ocorre em meio a uma crise no STF. Alexandre de Moraes havia pedido a investigação de Mendonça por supostos “indícios de crimes” na condução de inquéritos sob sua relatoria, especialmente o caso envolvendo o banco Master.
O despacho de Fachin foi proferido dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Moraes.
Fonte: O Globo