O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (25) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues.
O afastamento havia sido determinado pelo ministro André Mendonça em 8 de setembro. A decisão também ordenou que a Corregedoria da PF apurasse a conduta de Andrei em procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar.
No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei ao cargo. A decisão atendeu a um pedido apresentado pelo diretor-geral durante investigação sobre suposto desvio de emendas parlamentares para o filme Dark Horse, que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, é investigado em um dos inquéritos que apuram o financiamento da cinebiografia.
Também em 9 de setembro, Fachin suspendeu as decisões de Mendonça e Dino relacionadas ao afastamento e à reintegração de Andrei, mantendo o diretor-geral da PF no cargo.
As decisões ocorreram em meio a uma disputa no STF. O ministro Alexandre de Moraes havia pedido a investigação de Mendonça por supostos “indícios de crimes” na condução de inquéritos sob sua relatoria, incluindo o caso relacionado ao banco Master.
O pedido de investigação foi apresentado dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que revelou mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Moraes.
Fonte: O Globo