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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Estudo aponta falhas do Kwai no cumprimento de regras eleitorais do TSE

Estudo do NetLab aponta falhas na biblioteca de anúncios do Kwai e dificuldades para fiscalizar publicidade eleitoral, segundo regras do TSE.

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Um estudo do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta que o Kwai não atende integralmente às exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a transparência de anúncios político-eleitorais. O levantamento, concluído em 16 de setembro de 2026, afirma que as limitações dificultam a fiscalização das campanhas pagas na plataforma.

O estudo não identificou necessariamente anúncios irregulares circulando no Kwai. Segundo os pesquisadores, o problema é a falta de ferramentas e dados suficientes para verificar de forma abrangente se há publicidade em desacordo com a legislação eleitoral.

De 11 critérios analisados, cinco não foram atendidos, três foram cumpridos integralmente e três tiveram atendimento parcial ou não puderam ser verificados por completo. Entre as falhas apontadas estão a divulgação de gastos e alcance em faixas amplas, a ausência do perfil do público efetivamente atingido, a busca restrita ao nome do anunciante e a falta de uma API para coleta automatizada de dados.

A Resolução nº 23.610/2019, com alterações posteriores, determina que plataformas que oferecem impulsionamento político-eleitoral mantenham um repositório com informações sobre anúncios, valores, responsáveis pelo pagamento e características da audiência. A norma também prevê buscas por palavras-chave e termos de interesse, além de coleta sistemática de dados por API.

Na biblioteca do Kwai, segundo o NetLab, os valores são apresentados em intervalos. Anúncios com gastos diferentes podem aparecer na mesma faixa, enquanto as impressões são informadas em categorias amplas, como menos de 5 milhões de exibições. A plataforma também mostra critérios de direcionamento escolhidos pelo anunciante, mas não o perfil do público que efetivamente recebeu a publicidade.

O NetLab afirmou que a busca limitada dificulta localizar anúncios pelo conteúdo, inclusive peças que mencionem eleições, urnas eletrônicas ou pedidos de voto sem que o pesquisador saiba previamente quem pagou pela publicidade. A ausência de uma API também obrigaria a coleta manual ou por raspagem da interface, o que, segundo os pesquisadores, reduz a capacidade de analisar grandes volumes de anúncios.

Procurado, o Kwai afirmou que seu Plano de Conformidade Eleitoral para 2026 foi revisado e aprovado pelo TSE e que suas ferramentas foram desenvolvidas para cumprir a regulamentação. A empresa disse que o acesso à ferramenta de extração automática de dados pode ser solicitado pelo Portal de Solicitação de Aplicação da Lei e que eventuais falhas técnicas serão analisadas.

O TSE informou que avalia o conteúdo do relatório e que tomará as providências previstas na resolução que regulamenta a propaganda eleitoral. O Kwai participou, em julho, de uma reunião com o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, e mantém uma parceria com a Justiça Eleitoral para divulgar orientações oficiais sobre as Eleições 2026.

Fonte: g1

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