O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes afirmou nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2026, que pretende proibir as apostas esportivas no estado e extinguir a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) caso seja eleito.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes acusou a autarquia de atuar a serviço do crime organizado e de permitir a lavagem de dinheiro de milicianos. As acusações foram feitas pelo candidato e não representam fatos comprovados.
Paes disse que a Loterj se transformou em um balcão de credenciamento de apostas. Segundo ele, integrantes do jogo do bicho teriam comprado licenças de R$ 5 milhões para abrir casas de apostas on-line no estado.
O candidato também afirmou que o valor da autorização fluminense era inferior ao cobrado pela União e que o Rio teria se tornado uma rota para empresas que buscavam escapar da regulamentação federal. O edital estadual previa licença de R$ 5 milhões por cinco anos, além do repasse de 5% dos ganhos ao estado.
Entre as empresas credenciadas pela Loterj estavam Apostou RJ, BestBet, MarjoSports e PixBet. Paes criticou ainda a retirada da exigência de geolocalização, medida que, segundo ele, permitiu o funcionamento de apostas fora do território fluminense.
Em fevereiro de 2025, o Supremo Tribunal Federal determinou que a Loterj e o Estado do Rio de Janeiro impedissem apostas feitas fora do estado e retomassem o uso de mecanismos de geolocalização.
Paes relacionou o funcionamento da Loterj ao grupo político do candidato Douglas Ruas e afirmou que as medidas tiveram aval do ex-governador Cláudio Castro. O Tribunal Superior Eleitoral manteve, em 2026, a inelegibilidade de Castro.
O candidato também prometeu impedir a atuação de casas de apostas em todo o estado. Segundo Paes, as bets provocam vício, endividamento e destruição social.
A Loterj foi procurada para comentar as declarações, mas, segundo O Globo, não havia respondido até a publicação da reportagem.
Fonte: O Globo