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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Corte de apelações dos EUA mantém Anthropic fora de contratos militares

Corte de apelações dos EUA mantém Anthropic classificada como risco à segurança nacional e fora de determinados contratos militares.

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O Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia decidiu nesta sexta-feira (25) manter a Anthropic, criadora do Claude, classificada pelo governo dos Estados Unidos como risco à segurança da cadeia de suprimentos nacional. A decisão impede a empresa de participar de determinados contratos e subcontratos ligados ao Departamento de Defesa.

O julgamento terminou por 2 votos a 1. A maioria entendeu que o governo apresentou justificativas suficientes para retirar o Claude dos sistemas e redes do Departamento de Defesa, diante do risco de que restrições incorporadas ao modelo pudessem afetar seu uso em operações militares.

Os juízes também consideraram que a decisão do governo não foi uma retaliação às posições públicas da Anthropic sobre o uso de inteligência artificial em armas autônomas e sistemas de vigilância. A juíza Karen Henderson divergiu e afirmou que a classificação não se enquadrava na definição legal de risco à cadeia de suprimentos.

A disputa começou após a Anthropic se recusar a aceitar uma cláusula contratual que autorizaria o uso de seus modelos em qualquer finalidade considerada legal pelo governo. A empresa defendia limites para aplicações como armas autônomas letais e vigilância em massa.

Em agosto, uma juíza federal da Califórnia havia anulado uma designação semelhante contra a Anthropic, ao concluir que o governo violou direitos constitucionais da empresa. O tribunal de apelações, porém, afirmou que aquele processo tratava de outra base legal e não impedia a aplicação da classificação mantida nesta sexta-feira.

A Anthropic disse que discorda respeitosamente da decisão e avalia suas opções judiciais. A companhia afirma que a disputa já provocou perdas bilionárias em negócios e afetou sua reputação, em um momento em que se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações.

Fonte: g1

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