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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Relatório aponta passivo de R$ 3,5 bilhões no Botafogo

Relatório da recuperação judicial aponta passivo de R$ 3,5 bilhões no Botafogo e prevê vendas de atletas entre janeiro e fevereiro de 2027.

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Relatório de acompanhamento da recuperação judicial do Botafogo, publicado em 21 de setembro de 2026, aponta que a SAF encerrou julho com passivo total de aproximadamente R$ 3,5 bilhões.

Entre os principais compromissos estão cerca de R$ 967 milhões em obrigações relacionadas a negociações de jogadores, R$ 715 milhões em empréstimos e financiamentos, R$ 482 milhões em dívidas tributárias e R$ 835 milhões em provisões de repasses futuros.

Ao atualizar o fluxo de caixa para 2026 e 2027, a SAF informou à Administração Judicial que algumas vendas de atletas previstas para o segundo semestre de 2026 não foram realizadas e foram reprogramadas para janeiro e fevereiro de 2027.

Segundo a SAF, as receitas foram mantidas nas premissas do fluxo de caixa, mas deslocadas no tempo. A mudança aumenta a necessidade de liquidez até a entrada dos recursos projetados para o início de 2027.

A projeção indica que o caixa disponível, estimado em R$ 15,4 milhões em setembro, chegaria a aproximadamente R$ 5,3 milhões ao fim de dezembro. Para o período, o cálculo considera fluxo operacional negativo de cerca de R$ 87,4 milhões, parcialmente compensado por R$ 93,7 milhões em financiamentos.

O clube informou que avalia novas operações financeiras, incluindo empréstimos no modelo DIP, para garantir recursos até o início de 2027. No levantamento dos contratos de financiamento, a GDA Luma aparece como principal credora, com saldo atualizado de aproximadamente R$ 462,8 milhões em uma base de R$ 564,3 milhões analisada.

A estrutura em discussão prevê a conversão de créditos decorrentes de empréstimos em participação societária. O mecanismo está relacionado ao projeto pelo qual a GDA Luma pretende assumir o controle da SAF.

O relatório também registra provisões e ajustes contábeis relacionados ao Grupo Eagle, de John Textor. Em junho, a SAF contabilizou provisão de aproximadamente R$ 916 milhões para perdas com partes relacionadas, ajuste de R$ 309,6 milhões em valores a receber e provisão de cerca de R$ 951 milhões em obrigações com o Botafogo de Futebol e Regatas.

Após os lançamentos, a conta de valores a receber caiu para aproximadamente R$ 17,4 milhões, enquanto o passivo com partes relacionadas ficou em cerca de R$ 54,2 milhões. O relatório ressalta que os registros são ajustes contábeis e não significam necessariamente que os valores tenham sido pagos.

A SAF informou ainda que não realizou novas operações de empréstimos, financiamentos, mútuos ou aportes de capital nos 30 dias anteriores à análise.

Fonte: O Globo

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