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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

MP aponta que delator do Banco Master apareceu como ganhador em 570 apostas

MP diz que delator do Banco Master apareceu como ganhador em 570 apostas que movimentaram R$ 176,4 milhões entre 2020 e 2025.

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O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, apareceu como ganhador em 570 comunicações sobre apostas e prêmios entre 2020 e 2025, em operações que somam R$ 176,4 milhões, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo.

Freixo foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (24), durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto, também apresentada pelas autoridades como Operação Crédito Oculto. A ação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionadas ao setor de combustíveis.

De acordo com o MP, as movimentações foram comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por apresentarem características atípicas. A investigação afirma que Freixo aparece nas 570 comunicações na condição de “ganhador”, enquanto os valores teriam sido direcionados para contas de empresas ligadas a ele.

Os promotores apontam que terceiros fariam as apostas e que os prêmios seriam transferidos diretamente para empresas como a Cactus Assessoria e Serviços Ltda. Em um dos casos citados, uma aposta atribuída a Patrick Saulo Alves Lacerda teria gerado um prêmio de R$ 2.389,33 enviado à conta da empresa.

Para o Ministério Público, a frequência das premiações, o volume financeiro e a forma de circulação dos recursos podem indicar uma tentativa de dar aparência legal a valores de origem ilícita. A hipótese ainda é investigada e não representa conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal do empresário.

Freixo ganhou projeção no caso envolvendo o Banco Master após firmar acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República. Segundo a investigação, ele teria atuado por meio do Grupo Entre Investimentos, mas sua participação e a finalidade das transações ainda são apuradas pelas autoridades.

O MP também identificou movimentações entre empresas ligadas a Freixo e companhias citadas na investigação sobre o setor de combustíveis. A EntrePay teria recebido R$ 166,5 mil da Ceopag, enquanto a Entre Investimentos teria repassado R$ 620 mil à Quimicolor. A existência dessas transações, isoladamente, não comprova que Freixo integrasse a organização criminosa investigada.

Fonte: g1

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