O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, durante um ato político com artistas no Centro do Rio de Janeiro, incluir a Cultura entre as cláusulas pétreas da Constituição Federal.
A proposta foi apresentada após a atriz Juliana Alves perguntar como evitar mudanças drásticas nas políticas públicas provocadas pela alternância de governos.
Segundo Lula, seria necessário criar uma emenda constitucional para garantir a centralidade da Cultura e tornar a política cultural permanente. Ele também criticou o fim do Ministério da Cultura durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
O evento marcou a primeira de três agendas de Lula no Rio de Janeiro. O presidente chegou à cidade após discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, nos Estados Unidos, onde criticou interferências externas nas eleições brasileiras.
Durante o ato, a campanha exibiu em um telão a frase O Brasil não cabe no quintal de ninguém, retirada do discurso de Lula na ONU. Um trio musical também apresentou paródias de canções brasileiras adaptadas à campanha.
Lula criticou ainda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comparar os discursos dos dois na ONU. O brasileiro afirmou que não pretende fazer guerra, mas disputar a narrativa política.
O presidente também defendeu o fim das bets e criticou dirigentes de clubes de futebol que se posicionaram contra a proibição das apostas. Para ele, os times precisam aprender a operar sem recursos que classificou como lavagem de dinheiro.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), participou do evento e também defendeu o fim das casas de apostas. Ele afirmou que a cidade foi a primeira capital a proibir a publicidade dessas empresas em áreas públicas.
O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) não participou da agenda. Durante o discurso de Cavaliere, parte do público vaiou quando ele exaltou a chapa formada por Paes e pelos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), enquanto apoiadores de Mônica Benício (PSOL) gritaram o nome da candidata.
Em seu discurso, Benedita defendeu a aliança do PT com o grupo de Paes e afirmou que alianças eleitorais são feitas entre diferentes forças políticas. Mônica Benício acompanhou o ato na plateia com correligionários.
Fonte: O Globo