O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (23), durante ato de campanha com artistas na Fundição Progresso, no Centro do Rio de Janeiro, a inclusão da Cultura entre as cláusulas pétreas da Constituição Federal.
A proposta surgiu após a atriz Juliana Alves perguntar como evitar mudanças drásticas na política cultural a cada troca de governo. Lula afirmou que seria necessário criar uma emenda constitucional para garantir a continuidade das políticas para o setor.
O presidente também criticou o fim do Ministério da Cultura durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A agenda no Rio foi a primeira de três compromissos de campanha previstos para a cidade.
Durante o evento, Lula voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comparar os discursos dos dois na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo Lula, enquanto Trump enfatiza o poder militar americano, ele pretende disputar a chamada narrativa política.
Lula também pediu que dirigentes de clubes de futebol reconsiderem o apoio às casas de apostas esportivas. Ele defendeu o fim das bets e afirmou que os times devem aprender a operar sem recursos que classificou como lavagem de dinheiro.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), participou do ato e também defendeu o fim das bets. O candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), não compareceu ao evento.
Cavaliere criticou o bolsonarismo e mencionou adversários de Paes. Ao exaltar a chapa formada por Paes e pelos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), foi vaiado por parte do público, que gritou o nome de Mônica Benício (PSOL), também presente na plateia.
Sem citar Pedro Paulo nominalmente, Benedita defendeu a aliança do PT com o grupo de Paes. Ela afirmou que alianças eleitorais são feitas entre diferentes e pediu apoio à candidatura de Lula no Rio de Janeiro.
Fonte: O Globo