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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Ex-diretor do Banco Genial é alvo de operação sobre lavagem no setor de combustíveis

Ex-diretor do Banco Genial é alvo de operação que investiga lavagem de dinheiro na compra de uma distribuidora de combustíveis.

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O ex-diretor do Banco Genial Humberto Arthur Tupinambá Neto e os irmãos André e Bruno Tupinambá foram alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (24), em uma nova fase da investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro no mercado de combustíveis.

Batizada de Operação Crédito Oculto, a ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto e foi deflagrada pela Receita Federal, pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo, pela Secretaria da Fazenda paulista, pela Procuradoria-Geral do Estado e pelas polícias Militar e Civil. Foram cumpridos mandados contra 13 pessoas físicas e 19 empresas em sete estados. ([gov.br](https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2026/setembro/operacao-credito-oculto-receita-federal-e-gaeco-identificam-novas-conexoes-financeiras-de-investigados-da-operacao-carbono-oculto))

Segundo os investigadores, uma estrutura formada por banco, fundos de investimento, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada teria sido usada para ocultar os financiadores e os beneficiários de uma operação de aquisição da distribuidora de combustíveis Terrana, também conhecida como Tobrás. A apuração aponta que os empresários Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva seriam os verdadeiros interessados na compra.

De acordo com a investigação, o Fundo Radford, administrado pelo Banco Genial após a saída do grupo Reag, recebeu recursos da Usina Itajobi. O dinheiro teria sido aplicado em um certificado de depósito bancário vinculado e, posteriormente, utilizado em operações de crédito para as empresas Berna e Branson, que teriam participado da compra da distribuidora e da aquisição de ativos imobiliários. ([gov.br](https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2026/setembro/operacao-credito-oculto-receita-federal-e-gaeco-identificam-novas-conexoes-financeiras-de-investigados-da-operacao-carbono-oculto))

A Receita Federal afirma que a estrutura criou um fluxo financeiro circular para dificultar a identificação da origem dos recursos e dos proprietários reais dos bens. As apurações também indicam que fundos imobiliários foram usados para concentrar imóveis vinculados aos investigados e manter o controle econômico dos ativos fora da titularidade direta deles. ([gov.br](https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2026/setembro/operacao-credito-oculto-receita-federal-e-gaeco-identificam-novas-conexoes-financeiras-de-investigados-da-operacao-carbono-oculto))

Os autos mencionados na reportagem apontam ainda que a Fazenda paulista busca recuperar bilhões de reais em tributos e que cerca de R$ 176 milhões permaneceram bloqueados por decisão judicial. A investigação sustenta que, após a primeira fase da Carbono Oculto, houve tentativa de liquidar aplicações e transferir créditos de volta ao fundo, movimento classificado pelo Estado como fraude à execução.

O Banco Genial afirma que Humberto Tupinambá deixou de integrar a diretoria e o quadro societário da instituição em maio de 2026. O banco também declarou que forneceu informações ao Gaeco, comunicou as operações ao Coaf, afastou o então diretor dos processos decisórios, abriu investigação interna, revisou procedimentos de governança e renunciou à administração do Fundo Radford após a deflagração da Carbono Oculto.

A instituição disse ainda que atuou conforme as normas e informações disponíveis à época e que permanece colaborando com as autoridades. As acusações ainda são investigadas e não representam conclusão judicial sobre a responsabilidade dos envolvidos.

Fonte: G1

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