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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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JUSTIÇA

Empresário ligado a Vorcaro é alvo da terceira fase da Carbono Oculto

Antônio Carlos Freixo Júnior, ligado a Daniel Vorcaro, está entre os alvos da terceira fase da Operação Carbono Oculto.

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A terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24), tem entre os alvos endereços ligados ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", e aos executivos do Banco Genial Humberto Arthur Tupinambá Neto e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá.

A nova etapa investiga a participação de executivos do mercado financeiro em um esquema de lavagem de dinheiro associado à máfia dos combustíveis. Freixo é dono da Entre Investimentos e assinou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República no âmbito das investigações sobre o Caso Master.

Segundo a Polícia Federal, Freixo era apontado como um dos principais operadores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em relatório citado pela corporação, ele aparece descrito como "pioneiro nas Bahamas", em referência a estruturas offshore que teria montado no país caribenho.

A informação foi mencionada pela PF ao pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de uma investigação sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A corporação afirmou que Freixo "não é um intermediário financeiro de perfil convencional".

De acordo com a investigação, Freixo disse em delação ter feito sete remessas para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, que somaram US$ 12,3 milhões em 2025. O fundo é administrado por Paulo Calixto e teria sido utilizado para financiar o filme.

Freixo afirmou que as transferências foram realizadas a pedido de Daniel Vorcaro. A PF identificou ainda um contrato que previa investimento total de US$ 24 milhões na produção, dividido em 14 parcelas, e encontrou uma conversa em que Vorcaro orientava que um pagamento fosse feito "via Entre".

Em outro inquérito, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras aponta que Vorcaro movimentou US$ 89,6 milhões em transações nas Bahamas entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. As operações envolveram a Mosaic Financial e outras empresas e foram consideradas suspeitas por diferentes motivos, segundo o documento.

O Ministério Público de São Paulo também afirmou, segundo o Estadão, que Freixo ganhou 570 vezes na loteria entre janeiro de 2020 e junho de 2025, em prêmios que totalizaram R$ 176 milhões. A acusação sustenta que ele pode ter estruturado uma rede financeira envolvendo apostas e prêmios para lavar dinheiro de clientes.

Em documento assinado em 8 de julho de 2026, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de uma investigação específica para apurar eventual lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros crimes relacionados ao financiamento transnacional de Dark Horse.

Fonte: O Globo

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