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sábado, 17 de outubro de 2026

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Durigan afirma que Grupo Entre recebeu dinheiro do crime organizado

Dario Durigan afirma que o Grupo Entre recebeu recursos do crime organizado e do Banco Master e diz que o caso será esclarecido pelas autoridades.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que o Grupo Entre recebeu recursos do crime organizado e do Banco Master. A declaração ocorreu durante comentários sobre a Operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira.

Entre os alvos de busca estão endereços ligados a Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, aos irmãos André e Bruno Tupinambá e ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, dono da Entre Investimentos.

Segundo Durigan, recursos de diferentes origens teriam sido concentrados em uma mesma estrutura financeira e usados para ocultar patrimônio, lavar dinheiro e corromper. O ministro afirmou que o Grupo Entre recebeu valores do Master, do crime organizado e de pessoas que firmaram acordos de delação premiada.

A Entre Investimentos e Participações foi usada em repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionado se os recursos destinados à produção também teriam vindo da mesma fonte, Durigan disse que as autoridades responsáveis pela investigação deverão esclarecer o caso.

O ministro afirmou ainda que “tudo indica” que o dinheiro que deu liquidez às operações veio de uma mesma entidade. Ele ressaltou, porém, que será necessário investigar a origem e a destinação de cada recurso.

Durigan também disse que parte do setor financeiro foi capturada pelo crime organizado e citou bancos, fintechs, fundos de investimento e administradoras de recursos que, segundo ele, não estariam comunicando movimentações suspeitas às autoridades.

A investigação aponta o uso de fundos de investimento, holdings, empresas patrimoniais, empresas de fachada e instituições financeiras para ocultar os verdadeiros proprietários de uma usina sucroalcooleira e viabilizar a compra de uma distribuidora de combustíveis. Segundo o governo, uma das empresas envolvidas movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

O ministro afirmou que o governo pretende coordenar ações do Banco Central, da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para identificar estruturas criadas para esconder os beneficiários finais das operações.

Fonte: O Globo

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