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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Dono de escritório diz que Isabelle relatou se sentir sufocada por namorado

Dono de escritório afirmou que Isabelle relatou se sentir sufocada pela supervisão do namorado no trabalho antes de deixar a empresa.

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O dono do escritório onde Isabelle Caracristi estagiou afirmou à Polícia Civil que a jovem relatou se sentir “sufocada” pela forma como o namorado, João Munhoz Neto, supervisionava seu trabalho. O depoimento foi prestado na quarta-feira (23), em Fortaleza.

Segundo Leandro Vasques, advogado de Rudá Bezerra, Isabelle disse que João não permitia que ela participasse de audiências sozinha nem realizasse atividades profissionais com independência. A jovem teria relatado sentir-se presa e sem desenvoltura no ambiente de trabalho.

De acordo com o advogado, Rudá advertiu João e determinou que ele deixasse a estagiária atuar com mais autonomia. O proprietário também teria mudado a posição dos computadores para reduzir a proximidade física entre os dois.

O relacionamento entre Isabelle e João era conhecido no escritório, conforme o depoimento. João não era sócio da empresa, mas atuava na gestão e na supervisão da equipe, incluindo a distribuição de tarefas para estagiários e funcionários.

Ainda segundo a defesa de Rudá, Isabelle pediu desligamento do escritório em 17 de agosto, alegando motivos pessoais. João teria deixado de administrar as atividades presencialmente e passado a trabalhar de forma remota, além de pedir posteriormente que a jovem fosse readmitida.

Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, após cair do rooftop de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. A perícia apontou precipitação voluntária, mas a Polícia Civil investiga se João teria praticado violência psicológica ou induzido a jovem ao suicídio.

João está preso preventivamente e é investigado com base nos artigos 122 e 147 do Código Penal, relacionados à indução ou instigação ao suicídio e à ameaça. A defesa afirma que ele colaborou com a investigação e contesta a prisão.

A Polícia Civil ainda analisa celulares, vídeos e depoimentos. O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados ao caso tramitam em segredo de Justiça.

Fonte: g1 Ceará

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