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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Dono de escritório diz que Isabelle relatou se sentir sufocada no trabalho

Dono de escritório afirma que Isabelle relatou se sentir sufocada pela dinâmica de trabalho com o namorado, investigado pela morte da jovem.

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O dono do escritório onde Isabelle Caracristi estagiou afirmou à Polícia Civil que a jovem relatou se sentir “sufocada” pela dinâmica de trabalho com o namorado, João Munhoz Neto, em Fortaleza. Segundo o advogado do gestor, Isabelle disse que era impedida de participar de audiências sozinha e de exercer suas funções com independência.

De acordo com Leandro Vasques, que representa Rudá Bezerra, o proprietário advertiu João e determinou mudanças no ambiente de trabalho para aumentar a distância física entre os dois. O gestor também teria ameaçado desligar Isabelle caso a situação não mudasse, mas João pediu que a medida não fosse tomada.

Isabelle foi contratada em julho de 2026 para atuar em atividades administrativas e como preposta em audiências. O advogado afirmou que ela não era estagiária direta de João, que coordenava e supervisionava a equipe, e que o relacionamento entre os dois era conhecido pelo dono do escritório.

Ainda segundo a defesa de Rudá, Isabelle pediu desligamento em 17 de agosto por questões pessoais. João teria deixado de administrar as atividades presenciais e passado a trabalhar remotamente depois da saída da jovem, alegando problemas de saúde e a necessidade de tratamento.

Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A perícia apontou precipitação voluntária, termo usado para indicar que ela teria se jogado do rooftop do prédio, mas a Polícia Civil mantém aberta a investigação sobre eventual indução ao suicídio.

João Munhoz Neto, de 34 anos, está preso preventivamente e é investigado por suspeita de indução ou instigação ao suicídio e ameaça. A polícia afirma ter reunido relatos sobre possível violência psicológica e comportamento controlador; a defesa nega participação na morte e questiona a prisão.

O inquérito analisa celulares, mais de 700 vídeos e novos depoimentos. O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados ao caso tramitam em segredo de Justiça.

Fonte: g1 Ceará

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