Os principais candidatos ao Senado por São Paulo trocaram críticas na noite de 23 de setembro de 2026, durante debate organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).
André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, defendeu o fim da escala 6x1, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso. Ele condicionou a mudança à adoção de medidas de desoneração da folha de pagamento para compensar os custos dos empresários.
Prado também criticou a associação de Simone Tebet (PSB) ao campo petista e ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato ao governo paulista. Tebet, por sua vez, afirmou que não se considera uma política de esquerda e reforçou o discurso de combate à corrupção.
A ex-ministra também se posicionou contra o modelo de emendas impositivas, que classificou como uma retirada do orçamento público sem transparência. Ao comentar o Bolsa Família, comparou o reajuste promovido no governo Jair Bolsonaro com a correção feita na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Guilherme Derrite (PP) tentou associar as adversárias ao governo Lula e afirmou que não apoiará a recondução de Davi Alcolumbre à Presidência do Senado. O deputado defendeu ainda a revisão dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Ricardo Salles (Novo), que aparece em quinto lugar nas pesquisas, contestou a estratégia de voto útil defendida pela campanha de Prado. O deputado pediu que o eleitor bolsonarista escolha um candidato alinhado aos seus valores e criticou Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Segundo pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, Derrite tinha 16% das intenções de voto para o Senado, seguido por Marina Silva (Rede), com 13%, Tebet, com 12%, e Prado, com 8%.
O debate também teve a participação de Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania), que registravam 1% cada na pesquisa. Rufino defendeu o banimento dos aplicativos de apostas, enquanto Soninha propôs maior rigor na fiscalização.
Fonte: O Globo