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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Mãe de namorado de Isabelle Caracristi é exonerada de cargo no Ceará

Mãe de João Munhoz Neto foi exonerada de cargo na Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará; órgão não informou o motivo.

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Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João Munhoz Neto, foi exonerada na terça-feira (22) do cargo de direção e assessoramento que ocupava na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional, vinculada à Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP).

A exoneração consta em ato publicado no Diário Oficial do Estado e tem efeitos retroativos a 22 de setembro. O documento registra que Sara ocupava o cargo comissionado de coordenadora, mas não informa o motivo da decisão.

A SAP também não esclareceu se a medida tem relação com a investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos. A Polícia Civil não informou se Sara é investigada por eventual envolvimento no caso.

No domingo (20), a polícia apreendeu o celular e um tablet da servidora para perícia. Segundo a SAP, Sara estava de licença médica desde 10 de agosto.

João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso preventivamente na terça-feira (22), durante a investigação sobre a morte de Isabelle, encontrada no pátio do condomínio onde morava com ele, em Fortaleza, na noite de 13 de setembro.

De acordo com a Polícia Civil, depoimentos reunidos no inquérito apontam indícios de violência psicológica e comportamento controlador no relacionamento. A investigação também apura a conduta de João após a morte, incluindo a retirada de pertences do apartamento e a busca pelo celular da estudante.

A polícia informou que a morte é tratada, até o momento, como precipitação voluntária, quando a pessoa se atira de um local elevado. Outras possibilidades, contudo, ainda não foram completamente descartadas, e o caso permanece sob investigação.

A defesa de João contestou a prisão preventiva e afirmou que ele havia se apresentado voluntariamente à polícia, entregue o celular e se colocado à disposição para prestar esclarecimentos. A manutenção da prisão não representa condenação.

Fonte: g1 Ceará

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