Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João Munhoz Neto, foi exonerada em 22 de setembro do cargo comissionado de coordenadora da Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional, da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP).
O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado e assinado pelo secretário Mauro Albuquerque. O documento não informa o motivo da exoneração, que tem efeito retroativo a 22 de setembro.
Sara estava de licença médica desde 10 de agosto, segundo informações da SAP. A servidora teve um celular e um tablet apreendidos pela Polícia Civil em 20 de setembro, durante diligência realizada em Cumbuco, em Caucaia, na investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi.
A Controladoria Geral de Disciplina informou que Sara não era investigada e que acompanhava a ocorrência no âmbito administrativo. A Polícia Civil ainda não divulgou qualquer conclusão sobre eventual participação dela no caso.
Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta na noite de 13 de setembro, no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. A perícia apontou lesões compatíveis com a queda e a investigação considera a hipótese de precipitação voluntária, mas outras circunstâncias relacionadas ao caso continuam sendo apuradas.
João Munhoz Neto está preso preventivamente desde 22 de setembro. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por suspeita de violência psicológica, induzimento ou instigação ao suicídio e ameaça. A defesa contesta a prisão e afirma que ele se colocou à disposição das autoridades.
Fonte: g1