O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou em 22 de setembro de 2026 o tombamento federal da Capela do Cristo Operário, na região do Ipiranga, zona sul de São Paulo.
A proteção inclui a capela, 46 bens móveis e integrados e edifícios remanescentes da antiga Fábrica Unilabor. O conjunto foi inscrito nos Livros do Tombo Histórico e de Belas Artes.
A decisão foi tomada durante a 114ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan. A capela já tinha proteção municipal e estadual desde 2004, por meio do Conpresp e do Condephaat.
Construída a partir da adaptação de um antigo armazém industrial, a capela nasceu ligada à Unilabor, fábrica autogestionária de móveis criada nos anos 1950 por iniciativa do frei dominicano João Batista. O espaço reuniu religião, organização do trabalho e design moderno.
O acervo inclui painéis e vitrais de Alfredo Volpi, projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, vitral e peças de marcenaria de Geraldo de Barros e obras de Yolanda Mohalyi, Elisabeth Nobling, Moussia Pinto Alves, Robert Tatin, Giandomenico de Marchis e Giuliana Segre Giorgi.
As regras de preservação determinam proteção integral para a capela, o muro, o portão frontal e o jardim lateral, com recomendação de recuperação do desenho original de Burle Marx. Nos galpões remanescentes da fábrica e na Casa do Capelão, serão preservadas a volumetria e as fachadas externas.
As diretrizes também estabelecem limites de altura para novas construções no entorno, a fim de evitar sombras sobre os vitrais, e proíbem o uso de estacas cravadas por percussão em obras de fundação no lote protegido e em imóveis vizinhos contíguos.
Fonte: G1