Harvey Weinstein foi condenado nesta quarta-feira (23) a 15 anos de prisão em Nova York pelo crime sexual cometido contra a ex-assistente de produção Miriam Haley em 2006.
A sentença foi proferida após um novo julgamento. A condenação original, de 2020, havia sido anulada em 2024 pela mais alta corte de Nova York, que considerou prejudicial ao réu a admissão de depoimentos sobre acusações que não faziam parte do processo.
No novo julgamento, realizado em 2025, Weinstein foi considerado culpado pela acusação relacionada a Haley e absolvido de outra denúncia apresentada pela ex-modelo Kaja Sokola. Ele continua negando ter estuprado ou abusado sexualmente de qualquer pessoa.
Antes da sentença, Haley afirmou que o abuso teve efeito devastador sobre sua vida e sua sensação de segurança. Weinstein pediu desculpas pela dor que possa ter causado, mas reiterou sua inocência no caso.
Os promotores haviam solicitado uma pena de 20 anos. A defesa pediu que ele recebesse apenas mais três anos, além do período já cumprido, alegando que o ex-produtor enfrenta problemas graves de saúde e foi internado várias vezes desde 2025.
Weinstein, de 74 anos, também permanece condenado na Califórnia por estupro e agressão sexual. Uma corte de apelações manteve a condenação de 2022, mas determinou que a pena original de 16 anos seja revista; uma nova sentença ainda deverá ser definida.
O ex-produtor, conhecido por filmes como “Pulp Fiction: Tempo de Violência” e “Shakespeare Apaixonado”, tornou-se uma das figuras centrais do movimento #MeToo após reportagens publicadas em 2017 revelarem acusações de abuso sexual contra ele. Weinstein poderá recorrer da nova sentença.
Fonte: g1