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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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ELEIÇÕES

Disputa em Minas testa força do discurso de outsider

Eleição de Minas em 2026 reúne candidatos em diferentes etapas da trajetória política e testa a força do discurso de outsider.

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A eleição de Minas Gerais em 2026 coloca em disputa diferentes formas de reivindicar a condição de outsider, com Flávio Roscoe, Cleitinho Azevedo e Romeu Zema em momentos distintos de suas trajetórias políticas.

Roscoe, ligado ao setor empresarial e à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), é o nome que mais se aproxima da ideia clássica de candidato de fora da política eleitoral. Sua trajetória foi construída principalmente no empresariado, embora a atuação em uma entidade de representação empresarial também envolva interlocução com governos e participação no debate público.

Cleitinho Azevedo, do Republicanos, já exerceu os cargos de vereador de Divinópolis, deputado estadual e senador. Apesar disso, sua comunicação continua associada à crítica aos privilégios, à linguagem direta e à tentativa de se apresentar como alguém distante da política tradicional.

A análise diferencia a condição de outsider da linguagem antissistema. Um candidato pode deixar de ser um outsider após acumular mandatos e alianças, mas ainda manter um discurso de enfrentamento às instituições e aos políticos tradicionais.

Romeu Zema representa outro estágio. Eleito governador de Minas Gerais pela primeira vez em 2018 com a imagem de empresário sem trajetória eleitoral, Zema acumulou dois mandatos, decisões administrativas, alianças e uma história política própria.

O texto classifica esse momento como um pós-outsider: a origem externa à política continua sendo usada para reforçar a imagem de mudança, mas passa a conviver com a experiência institucional e com a cobrança por resultados.

Na avaliação apresentada, a eleição mineira de 2026 pode mostrar que o debate já não depende apenas de identificar quem veio de fora da política. Também envolve a capacidade de cada candidato de convencer o eleitor de que continua diferente depois de entrar nas instituições.

Fonte: O Globo

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