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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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SEGURANÇA

Depoimentos apontam comportamento controlador de namorado de Isabelle, diz polícia

Depoimentos indicam que João Munhoz tentava controlar e isolar Isabelle Caracristi, segundo a Polícia Civil do Ceará.

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Depoimentos reunidos pela Polícia Civil do Ceará indicam que João Munhoz Neto mantinha um comportamento controlador e tentava isolar Isabelle Caracristi, de 22 anos, segundo o delegado-geral Márcio Gutierrez. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23), em coletiva de imprensa, em Fortaleza.

De acordo com a polícia, testemunhas relataram que João restringia os locais frequentados pela jovem e que ela não poderia sair sozinha nem para atividades cotidianas, como ir à farmácia ou descer do escritório. Os investigadores avaliam se o comportamento caracteriza violência psicológica e afirmam que ainda vão ouvir outras pessoas.

A Polícia Civil também analisa conversas, fotos, vídeos e outros dados extraídos dos celulares de Isabelle, João e da mãe dele. Mais de 700 vídeos estão sendo examinados, enquanto imagens de câmeras do condomínio e de áreas próximas são usadas para reconstruir a movimentação no dia da morte.

Isabelle foi encontrada morta na noite de 13 de setembro, no pátio de um condomínio no bairro Aldeota. A perícia apontou lesões compatíveis com a queda do 23º andar e não identificou sinais de violência sexual ou de luta corporal, mas a polícia afirma que outras possibilidades ainda não foram totalmente descartadas.

Segundo os investigadores, após a morte, João teria retornado ao imóvel, procurado o celular da namorada, proibido a entrada de familiares dela e deixado o local com malas. O apartamento teria sido limpo e colocado à venda. A polícia também considera a postura dele após o caso um dos fundamentos para pedir a prisão preventiva.

João foi preso preventivamente na terça-feira (22), sob suspeita de envolvimento na investigação por induzimento ou instigação ao suicídio e ameaça. A Justiça manteve a prisão nesta quarta-feira, em audiência de custódia. A medida não representa condenação, e o caso tramita sob segredo de Justiça.

A defesa afirma que o suspeito nega qualquer crime e contesta a prisão. A advogada Lígia Peixe disse que ele se apresentou voluntariamente à polícia, entregou o celular e forneceu endereço para ser localizado.

Fonte: g1 Ceará

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