A China acelera a construção de centros de dados em regiões rurais como Ulanqab, na Mongólia Interior, enquanto o presidente Xi Jinping visita os Estados Unidos para reuniões com Donald Trump, em Washington. A inteligência artificial é um dos temas centrais da disputa tecnológica entre as duas potências.
Em Ulanqab, estruturas destinadas a empresas de tecnologia ocupam áreas próximas a plantações de batata. A região oferece terrenos mais baratos, clima frio e acesso a grandes projetos de energia eólica e solar, fatores que favorecem a instalação de complexos de computação.
O governo chinês estabeleceu como meta ampliar a presença da inteligência artificial em setores da economia e da sociedade. Uma diretriz publicada pelo Conselho de Estado prevê que, até 2030, a taxa de penetração de terminais inteligentes e agentes de IA ultrapasse 90%, além da expansão da capacidade de computação e de ecossistemas de código aberto. ([english.www.gov.cn](https://english.www.gov.cn/policies/latestreleases/202508/27/content_WS68ae7976c6d0868f4e8f51a0.html))
A estratégia também inclui a formação e a retenção de pesquisadores. Segundo a reportagem, engenheiros e cientistas chineses que estudaram no exterior têm retornado ao país, atraídos por investimentos, programas estatais e oportunidades em áreas como saúde, novos materiais e desenvolvimento de medicamentos.
A expansão ocorre em meio à competição com os Estados Unidos pelo domínio da tecnologia. Trump e Xi devem discutir inteligência artificial durante a visita do líder chinês, que começou em 23 de setembro de 2026 e inclui uma recepção oficial na Casa Branca em 24 de setembro. ([whitehouse.gov](https://www.whitehouse.gov/briefings-statements/2026/09/first-lady-melania-trump-releases-details-ahead-of-his-excellency-xi-jinping-president-of-the-peoples-republic-of-china-and-madame-peng-liyuans-visit-to-the-white-house/))
Apesar dos avanços, o modelo enfrenta desafios. A expansão dos centros de dados aumenta a demanda por energia e água em áreas áridas, enquanto moradores relatam dúvidas sobre empregos, deslocamentos e benefícios econômicos. A China também ainda depende parcialmente de fontes de energia movidas a carvão e enfrenta restrições americanas à compra de chips avançados.
As negociações entre Washington e Pequim podem incluir mecanismos para comunicação sobre incidentes de inteligência artificial, mas a cooperação convive com a disputa por liderança tecnológica. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington propôs um sistema de notificação para riscos de IA que possam afetar a segurança nacional. ([apnews.com](https://apnews.com/article/e560910c897fedb0448eda4cdbfdbaea))
Fonte: g1