A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) levou aos clubes a proposta de reduzir o número de jogadores estrangeiros como forma de ampliar o espaço para atletas formados no país e fortalecer as categorias de base.
A discussão surgiu após a Copa do Mundo, em debates internos na CBF e na Seleção Brasileira sobre a queda de qualidade na renovação das equipes inferiores. A entidade avalia que a medida pode incentivar os clubes a desenvolver talentos para o próprio futebol brasileiro e para as seleções nacionais no ciclo até 2030.
Na convocação da Seleção Brasileira sub-20 para amistosos em setembro, o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, aparece como o clube com mais jogadores chamados, com quatro atletas. Palmeiras e São Paulo lideram entre os clubes brasileiros, com três convocados cada.
A proposta foi apresentada a partir de um manifesto do Movimento dos Clubes Formadores durante reuniões do Grupo de Trabalho da Base Brasileira. Clubes e federações aprovaram a iniciativa, com votos contrários de Flamengo e Bahia.
A CBF também informou que reforçou a estrutura das categorias de base da Seleção e ampliou o trabalho de observação. Além de percorrer o Brasil, os profissionais deverão viajar ao exterior para identificar brasileiros com potencial para defender a equipe nacional e que possam ser naturalizados por outros países.
O grupo de trabalho discute mudanças no calendário, nas faixas etárias e nos regulamentos das competições de base masculinas e femininas. Também estão em análise critérios de infraestrutura, qualificação técnica, formação educacional e proteção dos atletas.
Segundo Helder Melillo, diretor executivo de gestão da CBF, o objetivo é proteger e fortalecer os clubes formadores, responsáveis pelo desenvolvimento diário dos jovens atletas. A entidade afirma que pretende formar mais jogadores e mantê-los no Brasil por mais tempo.
Fonte: O Globo