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domingo, 18 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Campanha de Marina pede mais R$ 1,2 milhão à Rede

Campanha de Marina Silva pede mais R$ 1,2 milhão à Rede e questiona critérios de distribuição do Fundo Eleitoral.

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A campanha de Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo, pediu na semana passada mais R$ 1,2 milhão à direção nacional da Rede Sustentabilidade e questionou os critérios usados pelo partido para distribuir recursos públicos nas eleições de 2026.

O requerimento, assinado pelo coordenador-geral da campanha, Bazileu Margarido, afirma que Marina aparece de forma consistente na liderança da disputa pelo Senado e deveria receber recursos de uma reserva do Fundo Eleitoral destinada a candidaturas consideradas competitivas e estratégicas.

A campanha também argumenta que Marina contribui para a construção da Rede desde antes da fundação da legenda, em 2013, e mantém o compromisso com o fortalecimento do projeto partidário.

Até agora, Marina recebeu R$ 1 milhão da Rede. O valor é inferior aos repasses destinados a Heloísa Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, que recebeu R$ 2,8 milhões; ao deputado federal André Janones, de Minas Gerais, com R$ 3 milhões; e ao ativista Thiago Ávila, candidato a deputado federal por São Paulo, com R$ 1,5 milhão.

Outra candidata ao Senado, Luizianne Lins, do Ceará, recebeu R$ 2,2 milhões da legenda. Uma das justificativas para priorizar candidaturas à Câmara seria a necessidade de formar bancadas federais, em conjunto com o PSOL, para superar a cláusula de barreira.

A campanha de Marina confirmou o pedido à executiva nacional da Rede e informou que ainda não recebeu resposta. Procurado em 23 de setembro de 2026, o porta-voz nacional do partido, Paulo Lamac, não retornou o contato.

Marina arrecadou quase R$ 3 milhões. Além do repasse da Rede, recebeu R$ 1,1 milhão do PSOL, responsável por indicar o primeiro suplente da chapa, e obteve recursos por meio de financiamento coletivo e doações privadas.

Segundo um aliado da ex-ministra, o dinheiro solicitado seria usado na produção de material impresso, na contratação de equipes para mobilização de rua e no impulsionamento de conteúdo nas redes sociais durante a reta final da campanha. De acordo com o relato, não há problemas com contratos em aberto, porque os recursos correspondentes já estão provisionados.

A prestação parcial de contas aponta que a Rede destinou R$ 25,5 milhões aos candidatos do partido. A legenda recebeu R$ 35,8 milhões do Fundo Eleitoral e pode complementar os repasses com recursos do Fundo Partidário, submetidos a regras específicas de utilização.

Fonte: O Globo

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