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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

TSE abre investigação sobre suposta rede ligada a Flávio Bolsonaro

TSE abre investigação sobre suposta rede de perfis no Instagram ligada à campanha de Flávio Bolsonaro e determina apresentação de defesa.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu investigação nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, sobre o suposto uso de uma rede coordenada de perfis no Instagram para impulsionar a campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou que Flávio e seus aliados apresentem explicações em cinco dias.

A ação foi apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra Flávio Bolsonaro, o candidato a vice, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, e o deputado Mario Frias. O grupo é acusado de suposto uso indevido dos meios de comunicação social e abuso do poder econômico por meio de publicações em coautoria, conhecidas como collabs.

A coligação também questiona a divulgação de links para a loja Bella Chic Store, na Shopee, que vende produtos relacionados à candidatura de Flávio e de seus aliados. Segundo a ação, 12 perfis da suposta rede divulgam os links sem que haja notícia de comunicação prévia à Justiça Eleitoral sobre arrecadação obtida com as vendas.

Cueva afirmou que a coligação apresentou documentos considerados idôneos para fundamentar a investigação e determinou o andamento regular do processo. O ministro ordenou que o Facebook preserve registros e forneça, em 48 horas, dados sobre titulares, administradores e possíveis conexões entre as contas. A plataforma também deverá suspender a divulgação dos links de venda questionados.

A decisão levou em conta que seis páginas citadas na ação ficaram indisponíveis entre 9 e 17 de setembro, o que, segundo o ministro, representaria risco à preservação das provas. A Shopee deverá identificar os responsáveis pela Bella Chic Store e informar a quem os endereços estão associados. O descumprimento das determinações poderá resultar em multa diária de R$ 50 mil por obrigação.

O ministro, no entanto, rejeitou o pedido para suspender a comercialização dos produtos pela Shopee ou pela loja. Segundo Cueva, ainda não há elementos suficientes para estabelecer relação entre o estabelecimento e as candidaturas investigadas. Depois da defesa, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para parecer.

Fonte: O Globo

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