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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Perito afirma que Maradona teve morte súbita e não descarta Covid-19

Perito afirma que Maradona teve morte súbita, não descarta Covid-19 e contesta a versão de que o ex-jogador agonizou por 12 horas.

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O perito oficial Pablo Ferrari afirmou nesta terça-feira (22), durante o julgamento da morte de Diego Armando Maradona, que não é possível descartar a Covid-19 como causa do falecimento e classificou o episódio como uma morte súbita. O depoimento ocorreu no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, na Argentina.

Segundo Ferrari, a doença poderia provocar uma evolução rápida e levar à morte em poucas horas. Ele também contestou a acusação de que Maradona teria passado cerca de 12 horas em agonia antes de morrer.

Na avaliação do perito, o ex-jogador sofreu uma falha ventricular cardíaca, seguida de edema agudo de pulmão, sufocamento e parada cardiorrespiratória. Ferrari afirmou que o acúmulo de líquido nos pulmões poderia ter ocorrido em minutos ou poucas horas.

Ferrari disse ainda que não identificou, nos exames de função hepática de Maradona, alterações que exigissem atendimento médico emergencial. A conclusão diverge dos resultados da Junta Médica, formada por mais de 20 profissionais, e da versão sustentada pela acusação.

Durante o interrogatório, o perito foi questionado pelo fiscal-geral adjunto de San Isidro, Patricio Ferrari, por não ser cardiologista e por ter produzido uma perícia divergente em outro caso. Ele respondeu que já havia realizado mais de 5 mil atuações periciais.

O perito também admitiu que não leu integralmente um relatório sobre os últimos dias de vida de Maradona porque algumas partes estavam ilegíveis. Ao ser questionado pelo juiz Alberto Gaig, confirmou que chegou às conclusões sem analisar todo o documento.

Ferrari foi a 74ª testemunha ouvida no segundo julgamento sobre a morte de Maradona, que já teve 44 audiências. As alegações finais da acusação estão previstas para 8, 13 e 14 de outubro, enquanto as defesas falarão nos dias 20, 21 e 22 de outubro.

Uma nova etapa do julgamento ocorrerá em 29 de setembro, quando os réus que desejarem poderão prestar depoimento.

Fonte: O Globo

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