A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou em 21 de setembro de 2026 a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. A regra, que começa a ser aplicada em 2027, prevê a queda de nove atletas atualmente permitidos para cinco em 2030, mas não atinge jogadores naturalizados considerados brasileiros nos torneios.
Entre os atletas que não ocupam vaga de estrangeiro estão Jorginho, do Flamengo, Rafael Tolói, do São Paulo, Maurício, do Palmeiras, e Walter Kannemann, do Grêmio. Os jogadores obtiveram a nacionalidade de outro país ou a cidadania brasileira por ascendência ou tempo de residência.
Nascido em Imbituba, em Santa Catarina, Jorginho se naturalizou italiano e defendeu a seleção do país. O volante chegou ao Flamengo no ano passado e, segundo a relação apresentada, não será afetado pela restrição, mesmo com a equipe tendo estrangeiros no elenco.
Rafael Tolói, natural de Mato Grosso, também adquiriu a cidadania italiana após atuar por dez temporadas na Atalanta. Já Maurício nasceu em São Paulo, tem pai paraguaio, morou no Paraguai durante a adolescência e se naturalizou cidadão do país, enquanto Kannemann concluiu o processo de naturalização brasileira em março.
Outros exemplos citados são Carlos Coronel, do São Paulo, nascido no Brasil e naturalizado paraguaio; Matheus Reis, do Fluminense, mexicano naturalizado brasileiro; Elliasson, do Internacional, sueco-brasileiro; e João Costa, do Cruzeiro, brasileiro naturalizado português.
Fonte: O Globo