A redução gradual do limite de estrangeiros por partida, aprovada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 21 de setembro de 2026, não afetará alguns jogadores com dupla cidadania ou nacionalidade brasileira. Jorginho, Maurício, Rafael Tolói e Walter Kannemann são considerados brasileiros nas competições nacionais.
A regra atual permite a inscrição de até nove estrangeiros por jogo. O número cairá para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030.
Jorginho, do Flamengo, nasceu em Imbituba, em Santa Catarina, e se naturalizou italiano após se mudar para o país ainda na adolescência. Como mantém a cidadania brasileira, não ocupa uma das vagas destinadas a estrangeiros.
Maurício, do Palmeiras, nasceu em São Paulo e obteve a nacionalidade paraguaia por causa da ascendência paterna. O meia também morou no Paraguai durante a adolescência e defende a seleção do país.
Rafael Tolói, do São Paulo, nasceu em Mato Grosso e se naturalizou italiano em 2021, após anos atuando no futebol italiano. O zagueiro também integrou a seleção italiana campeã da Eurocopa daquele ano ao lado de Jorginho.
Já Kannemann fez o caminho inverso. Argentino, o zagueiro do Grêmio concluiu o processo de naturalização brasileira em março de 2026, depois de quase dez anos no clube gaúcho.
Outros jogadores citados na mesma situação são Carlos Coronel, do São Paulo, nascido no Brasil e naturalizado paraguaio; Matheus Reis, do Fluminense, mexicano naturalizado brasileiro; Elliasson, do Internacional, sueco-brasileiro; e João Costa, do Cruzeiro, brasileiro naturalizado português.
Fonte: O Globo