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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Jogadores naturalizados ficam fora da restrição a estrangeiros no futebol brasileiro

Jogadores com dupla cidadania não serão considerados estrangeiros na nova regra da CBF, que reduzirá o limite por partida até 2030.

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou, em reunião com os clubes na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. A regra, que começa a valer em 2027, reduzirá o número atual de nove para cinco atletas até 2030, mas não se aplica a jogadores considerados brasileiros por terem dupla cidadania.

Jorginho, do Flamengo, é um dos casos. Nascido em Imbituba, em Santa Catarina, o volante se mudou para a Itália aos 15 anos, iniciou a carreira profissional no Hellas Verona e se naturalizou italiano. Como também é brasileiro, não ocupará uma das vagas destinadas a estrangeiros.

Maurício, do Palmeiras, nasceu em São Paulo e obteve a nacionalidade paraguaia por causa do pai, Carlos Alberto, nascido no país vizinho. O meia também morou no Paraguai durante a adolescência e passou a defender a seleção do país após a naturalização.

Rafael Tolói, do São Paulo, também não será considerado estrangeiro. Revelado pelo Goiás, o zagueiro se naturalizou italiano em 2021, depois de atuar por dez temporadas na Atalanta, e integrou a seleção italiana campeã da Eurocopa daquele ano.

O argentino Walter Kannemann, do Grêmio, completou o processo de naturalização em março e se tornou cidadão brasileiro. Com isso, o zagueiro deixou de ocupar uma vaga de estrangeiro no elenco tricolor.

Outros jogadores citados na mesma situação são Carlos Coronel, do São Paulo, nascido no Brasil e naturalizado paraguaio; Matheus Reis, do Fluminense, mexicano naturalizado brasileiro; Elliasson, do Internacional, sueco-brasileiro; e João Costa, do Cruzeiro, brasileiro naturalizado português.

Fonte: O Globo

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