A CBF aprovou em 21 de setembro de 2026 a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. A quantidade cairá de nove atletas atualmente para oito em 2027 e chegará a cinco em 2030, mas jogadores considerados brasileiros por naturalização ou dupla cidadania não entram nessa conta.
Jorginho, do Flamengo, é um dos casos. Nascido em Imbituba (SC), o volante se mudou para a Itália aos 15 anos, iniciou a carreira profissional no Hellas Verona e se naturalizou italiano. Apesar de defender a seleção italiana, ele é considerado brasileiro para os torneios organizados no país.
Maurício, do Palmeiras, nasceu em São Paulo e obteve a nacionalidade paraguaia por causa do pai, Carlos Alberto, que nasceu no Paraguai. O meia também morou no país durante a adolescência e defendeu as seleções brasileiras sub-20 e sub-23 antes de passar a representar o Paraguai.
Rafael Tolói, do São Paulo, também não ocupa uma vaga destinada a estrangeiros. Revelado pelo Goiás, o zagueiro atuou por dez temporadas na Atalanta, obteve a cidadania italiana e defendeu a Azzurra, pela qual foi campeão da Eurocopa de 2021 ao lado de Jorginho.
O argentino Walter Kannemann, do Grêmio, fez o caminho inverso. Após uma década no clube gaúcho, concluiu o processo de naturalização em março de 2026 e passou a ser oficialmente cidadão brasileiro, liberando uma vaga de estrangeiro no elenco.
Outros exemplos citados são Carlos Coronel, do São Paulo, goleiro nascido no Brasil e naturalizado paraguaio; Matheus Reis, do Fluminense, mexicano naturalizado brasileiro; Elliasson, do Internacional, sueco-brasileiro; e João Costa, do Cruzeiro, brasileiro naturalizado português.
Fonte: O Globo