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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES 2026

Caiado promete juros de 6% e associa taxa alta aos gastos do governo Lula

Em visita ao Mercado Municipal de São Paulo, o candidato do PSD à Presidência disse que buscaria combinar juros de 6% com inflação entre 3% e 4%. A proposta não veio acompanhada, na reportagem de origem, de medidas detalhadas ou projeções.

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Ronaldo Caiado promete baixar taxa de juros.
Crédito: Divulgação

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que trabalharia para reduzir os juros a 6% ao ano em um eventual governo e associou as taxas elevadas ao que chamou de aumento de gastos pela atual gestão federal. A declaração foi dada durante visita ao Mercado Municipal de São Paulo, segundo reportagem publicada por O Globo.

Caiado disse que a redução dos juros dependeria de austeridade fiscal, controle das despesas públicas e recuperação da credibilidade do governo. Também declarou que buscaria manter a inflação entre 3% e 4%. A reportagem não detalha quais medidas fiscais seriam adotadas, em que prazo a meta de juros seria perseguida nem quais estimativas embasariam o objetivo.

Ao criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato afirmou: “É o governo que aumenta a gastança. Como o custo do dinheiro são os juros, quando você aumenta a gastança, você aumenta os juros”. Em outro momento, declarou que o governo Lula faz “um gasto irresponsável” e que o custo recai sobre “a população, o comerciante e o empresário”.

A relação entre despesas públicas, inflação, risco fiscal e custo do crédito é apresentada, neste caso, como avaliação e argumento de campanha de Caiado. A reportagem de origem não traz, por exemplo, dados comparativos de gasto público, projeções fiscais ou análises independentes que permitam aferir a afirmação de que os gastos do governo sejam, isoladamente, responsáveis pelo atual nível dos juros.

Segundo o texto publicado por O Globo, a taxa básica de juros, a Selic, estava em 14% ao ano após redução promovida pelo Banco Central em agosto. Esse dado, assim como as demais informações da reportagem, requer checagem documental própria antes da publicação, especialmente por envolver indicador econômico sujeito a decisões periódicas da autoridade monetária.

Crédito, endividamento e comércio

Caiado vinculou sua defesa de juros menores à situação de famílias endividadas e de pequenos e médios empresários. Segundo ele, taxas altas dificultam o acesso ao crédito, afetam o comércio e reduzem o poder de compra da população. O candidato afirmou ainda que o cenário pode levar o país a uma “depressão econômica”.

A reportagem não apresenta números sobre inadimplência, concessão de crédito, atividade comercial ou renda que sustentem ou dimensionem esse diagnóstico. Também não informa como a campanha calcula o efeito de uma eventual queda da taxa básica sobre empréstimos, financiamentos e demais custos enfrentados por consumidores e empresas.

A promessa de juros de 6% é o principal ponto econômico da fala porque pode afetar, em tese, as condições de crédito, financiamento e investimento. Mas a definição da Selic e os instrumentos institucionais relacionados à política monetária não foram explicados no material de origem. Por isso, a declaração deve ser tratada como compromisso político de campanha, e não como resultado assegurado.

Jornada de trabalho e debates

Na mesma agenda, Caiado também se declarou favorável à redução da jornada de trabalho, embora tenha criticado a forma de discussão da proposta. Ele defendeu que empregadores participem do debate antes de uma eventual aprovação e classificou a iniciativa como “eleitoreira”.

Questionado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relativa ao tema, disse esperar que o texto avance nos próximos dias. A reportagem não identifica o número da PEC, seu estágio de tramitação, o conteúdo exato da proposta ou a data prevista para deliberação, informações necessárias para contextualizar a declaração.

O candidato ainda voltou a defender mudanças na legislação eleitoral para tornar obrigatória a presença de candidatos em debates promovidos por veículos de comunicação. “Da mesma maneira que o voto é obrigatório, a presença também deveria ser obrigatória”, afirmou.

Antes de publicar, a redação deve buscar a campanha de Caiado para detalhar a proposta fiscal e a meta de juros, consultar dados oficiais atualizados sobre Selic e crédito e verificar a situação da PEC mencionada. Também é necessário solicitar posicionamento do governo federal sobre as críticas feitas pelo candidato.

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