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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Lula articula Márcio França como vice de Haddad em São Paulo, mas PSB mantém dúvida no Senado

Lula mira Márcio França como vice de Haddad em SP, mas PSB segue dividido entre a vice e o Senado; impasse pode destravar na 1ª semana de junho.

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O presidente Lula articulou com aliados a indicação de Márcio França (PSB) como vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, nesta semana. O PSB, porém, ainda discute se França concorre ao Senado, e o impasse segue sem data definida.

O impasse irritou Haddad, que tenta fechar a composição nos próximos dias. A definição deve ocorrer antes do começo de junho, para que o plano de governo avance no mês seguinte.

Segundo O Estado de S. Paulo, a preferência de Lula por França foi repassada no processo de articulação. O GLOBO confirmou a informação com pessoas envolvidas nas negociações políticas.

Na semana passada, a executiva nacional do PSB tratou a candidatura de França como prioridade. O partido também colocou Simone Tebet (PSB) no centro da estratégia para a segunda vaga do grupo ao Senado.

A pressão por composição ocorre enquanto a Federação PSOL-Rede busca outras siglas para ampliar o apoio à candidatura de Marina Silva (Rede). Lula recebeu a posição do PSB durante as tratativas.

Dias antes, Lula cumpriu agendas em São Paulo ao lado de Tebet e Marina Silva. Ele pediu ao público, formado por motoboys e sindicalistas, “um dia, dar voto para as duas”.

Parte da campanha de Marina interpretou a fala como um apoio político à composição. Interlocutores de França minimizaram o episódio.

Desde o fim de abril, Haddad conversa com um trio de ex-ministros do governo Lula sobre os rumos da chapa estadual. Marina Silva afirmou na sexta-feira (29) que as discussões se afunilam e devem resultar em definição até a primeira semana de junho.

O debate sobre o Senado envolve desempenho eleitoral e o ganho de visibilidade na chapa. O posto de vice tende a ter menor apelo, e a disputa aparece ainda mais difícil para o PT diante da possibilidade de vitória contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), cenário tratado como inédito.

Ao mesmo tempo, aliados de Marina defendem ampliar a pluralidade no Senado e citam pesquisas em que ela lidera, mas com rejeição maior. França se apresenta como um nome de centro e ligado ao meio político paulista, embora a derrota para o senador Marcos Pontes (PL) na eleição passada pese no cálculo interno.

Fonte: O Globo

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