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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Ministro André Mendonça autoriza retorno de Vorcaro a cela especial na PF em Brasília

Ministro do STF autoriza que Vorcaro retorne à cela especial na PF em Brasília, após pedido da defesa e negociações de delação frustradas.

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Ministro André Mendonça autoriza retorno de Vorcaro a cela especial na PF em Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou nesta sexta-feira o retorno do banqueiro Daniel Vorcaro a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. A decisão foi tomada após pedido da defesa do empresário, que alegava problemas nas condições da cela comum, destinada a ele nos últimos dias.

Vorcaro argumentou dificuldades relacionadas ao espaço reduzido e às condições de higiene da cela. A permissão para que permaneça em uma cela especial é vista como uma oportunidade para que ele avance nas negociações de colaboração com as autoridades.

Investigadores avaliam que, até agora, os elementos apresentados pela defesa de Vorcaro foram considerados insuficientes frente ao material já coletado pela PF.

Nesta sexta, o advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou formalmente a defesa do banqueiro. A saída ocorre em meio às dificuldades nas negociações de delação premiada, com Vorcaro relutante em apresentar fatos considerados relevantes pela investigação.

A decisão foi tomada em "comum acordo", segundo o defensor.

O movimento ocorre após a PF rejeitar a primeira proposta de delação apresentada por Vorcaro. Apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) também não ter aprovado o material inicialmente, houve uma nova chance para o empresário fornecer provas e relatos sobre o esquema de fraudes bilionárias. Essa postura aumentou a pressão sobre seus advogados.

Os investigadores destacam que os dados extraídos dos celulares de Vorcaro e seus familiares contêm informações muito mais robustas do que o conteúdo apresentado na tentativa inicial de delação.

Na tentativa de fechar o acordo, Vorcaro viu os investigadores intensificarem investigações sobre seus familiares. Seu pai, Henrique Vorcaro, está preso desde 14 de maio em Minas Gerais, sob investigação por supostos atos de intimidação relacionados ao grupo conhecido como "A Turma", apontado pela PF como responsável por articular ações contra desafetos do empresário.

O esforço de Vorcaro para garantir proteção familiar era uma das condições que buscava na negociação de colaboração com as autoridades.

Juca, que já atuou na defesa de casos de grande repercussão como a Operação Lava Jato e na defesa do general Walter Braga Netto, confirmou que a saída ocorreu de "comum acordo" com a defesa.

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